
O ato de criar é como nós expressamos sentimentos que não podem ser propriamente descritos através da linguagem formal. Então, como podemos expressar cosmologias tão intrínsecas e subjetivas não baseadas numa realidade pré-estabelecida? Mas antes, como criar a si mesmo?
Durante 5 sessões realizadas nos meses de Julho e Agosto, o arquétipo Junguiano de máscaras e personas foi utilizado como disparador para introduzir exercícios de teor analítico, nos quais foi possível estimular auto-percepções, experimentações e intensas trocas que geraram uma abundante nascente de paisagens internas guiadas pelo poder do imaginário, dos símbolos e da reinvenção. Dessa forma, abrindo portais para o desenvolvimento da elaboração artística e pessoal dos participantes.
Refletir sobre quem se é exige coragem e generosidade. Abertura e vontade. Profundos mergulhos em dor, calor, calafrios e gozo. Refletir como constante ato de quebra e confecção. Quebra de conceitos, espelhos. Entre os fins e recomeços habita a mais pura essência do ser que se faz e refaz no movimento contínuo dos ciclos, na mudança.
No desejo de fazer caber mais mundos.
O que se pode observar aqui é uma composição; registros de tempos particulares de transmutação.
~ no âmago ~ das nuances ~ à superfície ~ dance com suas máscaras ~ ao plantar um novo antropoceno ~ na força da correnteza dos rios(os) ~ na beleza da dúvida ~ tudo sem sentido é sentido ~ nutrir o passado como dispositivo pro futuro ~ no toque a cura ~ na magia das folhas ~ aves ultrassônicas abrem alas sobre o vento ~ energia vital
fertilidade
no encontro de universos
o caminho para a infinitude
no ser: o meio
na arte: vida
e vice-versa.
assim
tudo sempre recomeça
P R O C E S S O S
















